Safra de cana recorde reflete nos preços de açúcar e etanol em 2020

A produção brasileira de cana alcançou recorde histórico este ano. Segundo informações divulgadas recentemente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2019/2020 rendeu 642,7 milhões de toneladas – 3,6% a mais que a anterior.  Inversamente, a Índia apurou queda de 12,7% na mesma comparação (353,8 milhões de toneladas), de acordo com dados do Ministério da Agricultura e dos Agricultores daquele país. Com isso e as perspectivas positivas para nosso mercado em 2020/2021, o Brasil deve retomar liderança histórica no ranking de produtores mundiais, perdida no ano passado.

“A Conab atribui a boa colheita a condições climáticas favoráveis. A safra brasileira foi suficiente para gerar um superávit na oferta global do adoçante, que já possuía estoques consideráveis da commodity. A partir desse cenário, imaginamos cotações levemente mais baixas para ambos os derivados da cana – o etanol e o açúcar – num primeiro momento”, diz Igor Martins Garcia, economista da COSTDRIVERS, plataforma de dados e inteligência de mercado. “Pelas nossas projeções, os preços devem se manter em um patamar próximo ao atual até o fim do ano, quando podem apresentar uma maior recuperação, dada a previsão de cenário global mais calmo, caminhando para a normalização da atividade econômica”.

Outra tendência mapeada pela COSTDRIVERS é que a destinação da cana seja mais equilibrada na próxima safra. O setor de combustíveis, que vem absorvendo a maior parte da colheita, também contou com evolução na fabricação de etanol a partir do milho – o país produziu 35,6 bilhões de litros, maior volume da história brasileira. A alta de preços de combustíveis que era puxada pelo petróleo inverteu-se com as tensões entre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e Rússia, que coincidiu com o início da crise global causada pela pandemia de Covid-19.

“O interesse dos produtores no setor de combustíveis se reduziu e a expectativa para a próxima safra é de um aumento considerável na destinação da cana para o açúcar. Estimamos que o Brasil fique próximo de igualar a distribuição”, estima Garcia.


Preços

Não apenas a Índia, mas também a Tailândia, que completa com o Brasil a tríade de maiores exportadores de açúcar, sofreu com colheitas menores de cana, impacto de clima adverso. Ainda assim, a oferta global é alta – os contratos de açúcar apresentam desvalorização: em Nova York, o lote para maio/20 recuou 52 pontos, enquanto em São Paulo a saca de açúcar de 50kg fechou com queda de 1,36% em abril, em relação ao mês anterior – tendência que se mantém nos fechamentos diários, com oscilações positivas, mas variação mensal em leve queda.

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